domingo, 28 de novembro de 2010

Conto: Uma História Pra Lá de Deliciosa! - Lunagyn




Lívia estava de bobeira em casa, sem vontade de escrever, sem fazer nada e por isso, resolveu dar uma volta, para se distrair, foi espairecer em um parque da cidade.

Sentada em um banco, curtindo a sombra e o lugar bonito, quando em sua frente surgiu uma moça linda, acompanhada de seu cachorrinho basset hound.

Lívia ficou dando uma sacada na garota que estava bem vestida e de óculos escuros. O corpo era fenomenal, peitinhos em cima, durinho, bumbum bonito, e uma boca linda. Ficou pensando em percorrer aquele corpo todo com as mãos e arrepiou todinha, ao ponto de molhar as calcinhas. Sorriu...

Mônica, sentada em um banco do parque, havia ido pra lá passear com seu cachorrinho Floyd. Percebeu o olhar atento de uma garota sentada a sua frente e notou que de repente ela deu um arrepio, e imaginou o que teria sido aquilo. Principalmente pelo sorriso e cara safadinha que fez. Não resistiu e foi até lá para ver se havia enganado ou não...

Conversa vai, conversa vem e decidiram papear em um lugar mais apropriado, partindo de Mônica o convite para irem ao seu apartamento próximo do parque.

Lívia gostou do papo e não pensou duas vezes, mesmo temerosa. Coincidentemente, ao saírem do local cruzaram com um amigo em comum, assim Lívia foi mais tranqüila, afinal notou o carinho do amigo com Mônica e percebeu que podia ir até sua casa sem receio...que era gente do bem.

Ao chegarem à casa de Mônica papearam por alguns instantes, ouviram música, viram alguns trabalhos de Mônica que era arquiteta e em seguida trocaram um beijo, e outro, e outro.

Lívia não resistiu e tocou na xaninha de Mônica que estava molhadinha, beijos e carícias ardentes foram trocadas entre ambas, que cada vez mais se entregavam aquele momento gostoso.

De repente, Mônica se tornou mais ousada, acariciando os seios de Lívia com desejo, beijando seu pescoço, mordendo sua orelha, até colocar os dedos em sua xaninha.

Lívia não fez de rogada, retribui aquele toque, remexendo o corpo, se entregando para Mônica. Que vendo aquela entrega, não pensou duas vezes e foi descendo até chegar a xaninha de Lívia, com a pontinha da língua foi passando naquele grelinho, que chupou com vontade e desejo, deixando Lívia louquinha de tesão. Muito excitada, não resistiu gozando na boca de Mônica.

Lívia resolveu retribuir e agora era sua vez de dar prazer para Mônica, acariciou todo seu corpo, posando as mãos naqueles peitinhos durinhos, chupando, deixando ainda mais enrijecidos. Foi tocando com os lábios todo aquele corpo lindo até chegar naquele local proibido, sorriu e arrepiou novamente, resolveu chupar aquela xaninha ensopada, com tesão e com força, tocando com os dedos em sua xaninha, não resistiu e enfiou os dedos no cuzinho.Um gemido foi dado mais forte por Mônica, que muito excitada, não resistiu e gozou...

Aquele foi o primeiro de muitos outros vividos pelas duas.

Autora - Lunagyn - 28/11/2010 - 15:00 horas.






















quinta-feira, 18 de novembro de 2010

No caso de adoção por casais homossexuais, como fica a concessão (entrega do direito) do benefício à licença maternidade e paternidade?

O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RECONHECE A ADOÇÃO POR CASAL HOMOSSEXUAL NO RIO GRANDE DO SUL





A união homoafetiva entre duas mulheres foi considerada como uma família, permitindo que duas crianças sejam registradas com os nomes das duas mães

Em uma decisão histórica, a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu, por unanimidade, a adoção de crianças por um casal homossexual de Bagé (RS). A Justiça gaúcha já havia considerado a união homoafetiva em questão como uma família e autorizado que as duas crianças adotadas fossem registradas com os nomes das duas mães. O Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul, no entanto, recorreu da decisão, o que levou o caso ao STJ, em 2006.

“Não se pode supor que o fato dos adotantes serem duas mulheres possa causar algum dano (à formação das crianças), dano ao menor seria a não adoção”, disse o ministro João Otávio de Noronha, presidente da 4ª Turma. Ao criticar a atuação do Ministério Público do Rio Grande do Sul, ele afirmou que o MP devia ter considerado o interesse das crianças.

Segundo ele, o entendimento não era uma preferência a heterossexuais ou homossexuais, e sim para aquilo que “for melhor para as crianças”.

O ministro destacou o fato de esta ser a primeira vez que o STJ julga recurso sobre adoção por casal homossexual. “Nesses casos, há de se entender que o interesse é sempre do menor, e o interesse dos menores diante da melhoria da situação social é a adoção.”

Fonte: (Revista Época - Atualizado em 27/04/2010)

No caso de adoção por casais homossexuais, como fica a concessão (entrega do direito) do benefício à licença maternidade e paternidade?

Quem vai receber o benefício?

As duas mães?

Os dois pais?

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Fani Pacheco diz que sairia com Natália Casassola, se ela topasse - BBB

Parece que o ensaio duplo de Fani e Natália para a “Playboy” ainda vai render muitas polêmicas. Depois de falar que havia dado um beijo de língua durante a sessão de fotos, Fani agora diz que sairia com Natália. “Se ela topasse sair comigo, eu sairia. Ela tá namorando, mas nunca se sabe o dia de amanhã...”, revela.



As ex-BBBs estampam a capa da edição de novembro da “Playboy”, num ensaio em que até simulam fazer sexo. Na entrevista para a publicação, Fani assumiu que é bissexual. “Gosto de homem, mas mulheres são um tipo de entretenimento”, conta.



Natália havia revelado que o namorado não quis acompanhá-la à sessão de fotos, e que esperava que ele entendesse que era apenas um trabalho. Mas, com as revelações recentes, será a preocupação não irá aumentar?



terça-feira, 12 de outubro de 2010

"Sim, eu aceito"

Astrid Fontenelle e Cazé Peçanha aderiram à campanha "Sim, eu aceito", que pede a aprovação, pelo Congresso Nacional, do casamento entre Homossexuais.Os senadores argentinos acabaram de aprovar um projeto parecido no país vizinho e agora os Gays de lá poderão oficializar suas uniões. Por aqui, a proposta de lei espera parecer dos deputados e senadores há cerca de 15 anos.

A campanha é promovida pela Associação Cultural MixBrasil. A apresentadora do programa "Happy Hour", do GNT, e o VJ da MTV foram as primeiras personalidades a posar com o cartaz da iniciativa. De acordo com os organizados, as atrizes Regina Casé e Betty Faria serão as próximas a apoiar a causa.“Acredito firmemente no direito universal das pessoas firmarem seus compromissos de amor. As relações de uma vida têm direitos adquiridos e que precisam ser preservados. Se em uma sociedade comercial os direitos são preservados, em uma relação de amor também tem que ser assim. Simples assim!”, disse Astrid, ao manifestar seu apoio.



Yes! Homem pode ter câncer de mama.



Estamos no Outubro Rosa, assim é denominada a campanha contra o câncer de mama. A cada 100 casos de câncer de mama em mulheres, existe um em homens, embora seja bem mais raro entre o sexo masculino, a doença é um risco para pacientes despreocupados com a qualidade de vida e histórico familiar.

O maior motivo de descoberta da doença em estágio avançado é o preconceito e a falta de conscientização da importância da realização dos exames de rotina.

O principal sintoma do câncer de mama no homem é o aparecimento de nódulo indolor na região da auréola (bico do peito), onde o tecido mamário se concentra, podendo provocar coceira e irritação. Geralmente o tumor é percebido pelo próprio homem ou por sua parceira ou parceiro. Junto com o aparecimento do nódulo, é comum haver queixas de descarga mamilar e sinais de disseminação local como retração do mamilo e ulcerações.

A incidência do câncer de mama é maior em homens acima dos 35 anos de idade e o risco aumenta com o avanço da idade. O surgimento da doença está relacionado a fatores de risco recorrentes como: histórico familiar correspondente aos pais, irmãos ou filhos, surgimento de alguma tumoração pré-maligna no passado, excesso de peso e dieta rica em gorduras.

Faça o auto-exame e colabore na campanha comprando algum ítem de moda que são vendidos nas lojas Hering e também no site da marca.

domingo, 8 de agosto de 2010

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Argentina recebeu 'mais de 200 consultas' de estrangeiros gays que querem se casar

Primeiro país a autorizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo na América Latina, a Argentina já recebeu mais de 200 consultas de estrangeiros que querem se casar no país assim que a medida entrar em vigor no dia 30 de julho.
A informação foi confirmada à BBCBrasil pela presidente da Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais, Maria Rachid, e pela presidente da Organização Não-Governamental (ONG) La Fulana, Claudia Castro.
A La Fulana reúne as lésbicas e bissexuais argentinas. A Federação concentra 42 entidades de pessoas do mesmo sexo em toda a Argentina.
"Já recebemos consultas de casais do mesmo sexo do Paraguai, da Bolívia, Itália, Inglaterra e também do Brasil", afirmou Rachid.
Segundo ela, não haveria problema para a realização destes casamentos na Argentina, já que a Constituição argentina não impediria casamento de estrangeiros no país.
"Será necessária apenas a confirmação de um endereço de residência na Argentina e pode ser até mesmo de um hotel. Isso não será problema. E foi o que já transmitimos aos que nos procuraram."
Consultas prévias
Ela disse ainda que as consultas começaram assim que o texto foi aprovado no Senado, e antes mesmo de a presidente, Cristina Kirchner, sancionar a lei no dia 20 de julho.
"São necessários oito dias úteis para que a lei entre em vigor e já há casamento marcado para esta data", disse.
Rachid contou ter recebido "pelo menos 200 consultas" nos últimos dias.
Por sua vez, Claudia Castro afirmou ter recebido 22 e-mails, além de "várias ligações" de casais do mesmo sexo do México, Chile, Uruguai e França, entre outros.
Ela disse que não recebeu ligações ou e-mail do Brasil.
Mulheres idosas
"A pergunta que fazem é a mesma. Se podem casar aqui e o que precisam para isso."
Segundo a presidente da La Fulana, entre as que entraram em contato com a ONG estão mulheres idosas.
"São mulheres com mais de 70 anos preocupadas em regularizar a situação. Por causa da idade, elas querem evitar que a companheira, às vezes da vida inteira, não fique sem nada, quando ela morrer", disse Claudia Castro.
Ela contou que muitas, incluindo argentinas, querem formalizar a relação porque têm filhos - de relações anteriores e também se preocupam com o futuro da companheira e das crianças.
Claudia Castro entende que o casamento no papel ajudará as famílias a aceitarem melhor a relação entre as pessoas do mesmo sexo.

domingo, 4 de julho de 2010

Tibette - Forever

Sexy Love Tibette - TLW

Beijo - Daniela Mercury e Alinne Rosa

Bad Girl - Seriado Lésbico - Presídio

CAPADOCIA - SERIE LESBICA COLOMBIA

South of Nowhere - Seriado Lésbico Americano


Videos tu.tv

Chica Busca Chica - Seriado Lésbico Argentino

Sugar Rush - Seriado Lésbico Europeu

Morango - BBB10


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Beso en Telecinco

Beyonce, Shakira, Christina, Natalia, Madonna, Britney

Coisas da Internet. Rssss

Te Amo - Rihanna

Beijo de de Madonna y Britney Spears

Deliciaaaaaaaaaaaaaa

TLW - Reality Show

Tibette - Love Will Lead You Back

Beijar é bom demais

Mulher




"Não queremos mais que enalteçam somente a sensualidade. Queremos o amor, o respeito. Sabemos que ainda há muito a fazer para que as diferenças acabem. Hoje nos fazemos ouvir, sem ter que gritar tanto. Analisamos, sabemos exatamente o que queremos. Temos a certeza nas atitudes. Exigimos uma vida com dignidade e queremos ouvir nossa verdadeira história. Tudo isto percebi nos trabalhos que li e reli. A inteligência, a ousadia com elegância, a seriedade e a coragem dessas mulheres nos levam a continuar a luta pela nossa plena total e absoluta liberdade."



                         Leci Brandão

quinta-feira, 3 de junho de 2010

78 DIREITOS NEGADOS A CASAIS HOMOAFETIVOS *





1. Não podem casar

2. Não têm reconhecida a união estável

3. Não adotam sobrenome do parceiro

4. Não podem somar renda para aprovar financiamentos

5. Não somam renda para alugar imóvel

6. Não inscrevem parceiro como dependente de servidor público

7. Não podem incluir parceiros como dependentes no plano de saúde

8. Não participam de programas do Estado vinculados à família

9. Não inscrevem parceiros como dependentes da previdência

10. Não podem acompanhar o parceiro servidor público transferido

11. Não têm a impenhorabilidade do imóvel em que o casal reside

12. Não têm garantia de pensão alimentícia em caso de separação

13. Não têm garantia à metade dos bens em caso de separação

14. Não podem assumir a guarda do filho do cônjuge

15. Não adotam filhos em conjunto não podem adotar o filho do parceiro

16. Não podem adotar o filho do parceiro

17. Não têm licença-maternidade para nascimento de filho da parceira

18. Não têm licença maternidade/ paternidade se o parceiro adota filho

19. Não recebem abono-família

20. Não têm licença-luto, para faltar ao trabalho na morte do parceiro

21. Não recebem auxílio-funeral

22. Não podem ser inventariantes do parceiro falecido

23. Não têm direito à herança

24. Não têm garantida a permanência no lar quando o parceiro morre

25. Não têm usufruto dos bens do parceiro

26. Não podem alegar dano moral se o parceiro for vítima de um crime

27. Não têm direito à visita íntima na prisão

28. Não acompanham a parceira no parto

29. Não podem autorizar cirurgia de risco

30. Não podem ser curadores do parceiro declarado judicialmente incapaz

31. Não podem declarar parceiro como dependente do Imposto de Renda (IR)

32. Não fazem declaração conjunta do IR

33. Não abatem do IR gastos médicos e educacionais do parceiro

34. Não podem deduzir no IR o imposto pago em nome do parceiro

35. Não dividem no IR os rendimentos recebidos em comum pelos parceiros

36. Não são reconhecidos como entidade familiar, mas sim como sócios

37. Não têm suas ações legais julgadas pelas varas de família"



38- não têm direito real de habitação, decorrente da união (art.1831 CC)

39- não têm direito de converter união estável em casamento

40 – não têm direito a exercer a administração da família quando do desaparecimento do companheiro (art.1570 CC)

41- não têm direito à indispensabilidade do consentimento quando da alienação ou gravar de ônus reais bens imóveis ou alienar direitos reais (art.235 CC)

42- não têm direito a formal dissolução da sociedade conjugal, resguardada pela lei

43 – não têm direito a exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos na hipótese do companheiro falecido (art.12, Par. Único, CC)

44- não têm direito a proibir a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem do companheiro falecido ou ausente (art.20 CC)

45- não têm direito a posse do bem do companheiro ausente (art.30, par. 2º CC)

46- não têm direito a deixar de correr prazo de prescrição durante a união (art,197, I, CC)

47- não têm direito a anular a doação do companheiro adultero ao seu cúmplice (art.550, CC)

48- não têm direito a revogar a doação, por ingratidão, quando o companheiro for o ofendido (art.558, CC)

49 – não têm direito a proteção legal que determina que o companheiro deve declarar interessa na preservação de sua vida, na hipótese de seguro de vida (art.790, parág. Único)

50- Não têm direito a figurar como beneficiário do prêmio do seguro na falta de indicação de beneficiário (art.792, CC)

51- Não têm direito de incluir o companheiro nas necessidades de sua família para exercício do direito de uso da coisa e perceber os seus frutos (art.1412, par. 2º, CC)

52-Não têm direito de remir o imóvel hipotecado, oferecendo o valor da avaliação, até a assinatura do auto de arrematação ou até que seja publicada a sentença de adjudicação (art.1482 CC)

53- Não têm direito a ser considerado aliado aos parentes do outro pelo vínculo da afinidade (art.1595 CC)

54- Não têm direito a demandar a rescisão dos contratos de fiança e doação, ou a invalidação do aval, realizados pelo outro (art.1641, IV CC)

55- Não têm direito a reivindicar os bens comuns, móveis ou imóveis, doados ou transferidos pelo outro companheiro ao amante (art.1641, V CC)

56- Não têm direito a garantia da exigência da autorização do outro, para salvaguardar os bens comuns, nas hipóteses previstas no artigo 1647 do CC

57- Não têm direito a gerir os bens comuns e os do companheiro, nem alienar bens comuns e/ou alienar imóveis comuns e os móveis e imóveis do companheiro, quando este não puder exercer a administração dos bens que lhe incumbe (art.1651 do CC)

58- Não têm direito, caso esteja na posse dos bens particular do companheiro, a ser responsável como depositário, nem usufrutuário (se o rendimento for comum), tampouco procurador (se tiver mandato expresso ou tácito para os administrar) – (art.1652 CC)

59- Não têm direito a escolher o regime de bens que deseja que regule em sua união

60- Não têm direito a assistência alimentar (art.1694 CC)

61- Não têm direito a instituir parte de bens, por escritura, como bem de família (art.1711 CC)

62- Não têm direito a promover a interdição do companheiro (art.1768, II CC)

63- Não têm direito a isenção de prestação de contas na qualidade de curador do companheiro (art,1783 CC)

64- Não têm direito de excluir herdeiro legitimo da sua herança por indignidade, na hipótese de tal herdeiro ter sido autor, co-autor ou partícipe de homicídio doloso, ou tentativa deste contra seu companheiro (art.1814, I CC)

65 – Não têm direito de excluir um herdeiro legitimo de sua herança por indignidade, na hipótese de tal herdeiro ter incorrido em crime contra a honra de seu companheiro (art.1814, II CC)

66 – Não têm direito a Ordem da Vocação Hereditária na sucessão legítima (art.1829 CC)

67- Não têm direito a concorrer a herança com os pais do companheiro, na falta de descendentes destes (1836 CC)

68- Não têm direito ser deferida a sucessão por inteiro ao companheiro sobrevivente, na falta de descendentes e ascendentes do companheiro falecido (art.1838 CC)

69- Não têm direito a ser considerado herdeiro “necessário” do companheiro (art.1845 CC)

70- Não têm direito a remoção/transferência de servidor público sob justificativa da absoluta prioridade do direito à convivência familiar (art.226 e 227 da CF) com companheiro.

71- Não têm direito a transferência obrigatória de seu companheiro estudante, entre universidades, previstas na Lei 8112/90, no caso, ser servidor público federal civil ou militar estudante ou dependente do servidor.

72- Não têm direito a licença para acompanhar companheiro quando for exercer mandato eletivo ou, sendo militar ou servidor da Administração Direta, de autarquia, de empresa pública, de sociedade de economia mista ou de fundação instituída pelo Poder Público, for mandado servir, ex-officio, em outro ponto do território estadual, nacional ou no exterior.

73- Não têm direito a receber os eventuais direitos de férias e outros benefícios do vínculo empregatício se o companheiro falecer

74- Não têm direito ao DPVAT (Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, ou por sua Carga, a Pessoas Transportadas ou Não), no caso de morte do companheiro em acidente com veículos

75- Não têm direito a licença gala, quando o trabalhador for celebrar sua união, podendo deixar de comparecer ao serviço, pelo prazo três dias (art.473, II da CLT) e se professor, período de nove dias (§ 3º., do art. 320 da CLT) .

76- Não têm direito, de oferecer queixa ou de prosseguir na ação penal, caso o companheiro seja o ofendido e morra ou seja declarado ausente (art.100 § 4º CP)

77 – Não têm direito as inúmeras previsões criminais que agravam ou aumentam a pena contra os crimes praticados contra o seu companheiro

78- Não têm direito a isenção de pena no caso do crime contra o patrimônio praticado pelo companheiro (art.181 CP) e nem na hipótese do auxílio a subtrair-se a ação da autoridade policial (art.348 § 2º CP)



* Autor e Autoras:



Inicialmente foram levantados, pelas Drªs Maria Berenice e Miriam Correa, 37 direitos negados aos casais homossexuais, publicados por Sergio Gwercman na Revista Superinteressante, Edição 202 - Julho de 2004.



Posteriormente, o Dr. Carlos Alexandre procedeu a uma revisão, chegando a que pelo menos 78 direitos são negados (http://carlosalexlima.blogspot.com/2009/07/pelo-menos-78-direitos-sao-negados.html), fazendo referência aos 37 relacionados anteriormente na publicação da Revista Superinteressante.



Maria Berenice Dias

Advogada especializada em Direito Homoafetivo.

Ex-Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio grande do Sul.

Vice Presidente Nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família IBDFAM

www.direitohomoafetivo.com.br



Miriam Beatriz Barbosa Corrêa

Assessora de gênero da Liderança do PT na Câmara dos Deputados,

cursa a faculdade de Direito e é bacharel em Artes Plásticas

miriam.correa@camara.gov.br



Carlos Alexandre Neves Lima

Advogado/RJ,

Perito Judicial

Secretário da Procuradoria Jurídica da ABRAGAY

Conselheiro Político do Grupo Arco Iris – GAI

Autor do blog "Direitos Fundamentais LGBT" - http://carlosalexlima.blogspot.com

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

DOLCE GABANA





Resumo:




Trata-se de um conto lésbico, retratando um pouco da conquista, proximidade e amorosidade entre duas mulheres. O conto foi iniciado em 2006, no site Xana In Box, porém na ocasião por motivos pessoais, não foi possível concluí-lo, agora vamos até os finalmentes, assim espero...Boa leitura à todos.


DOLCE GABANA


Capítulo 1: Nicolle e Dianna - O Encontro


   Era uma tarde de setembro, tempo de primavera, com flores exalando perfume para todos os lados. Nicolle se arrumava teria uma entrevista de trabalho ás 15:00 horas, em uma empresa de factoring e de exportação.
   Estava cursado Administração de Empresas e seria a oportunidade de estágio tão sonhada, pois além de pensar na futura colocação no mercado profissional,estava passando por momentos bastantes difíceis,visto que havia assumido sua homossexualidade e os pais haviam dado um prazo para ela sair de casa,pois não aceitaram sua opção. Confiante passou um pouquinho só do seu perfume preferido DOLCE GABANA e deu uma espiada no espelho, satisfeita com o que viu,era uma jovem apresentável nos seus 21 anos, morena de 1,65m,cabelos cumpridos e olhos negros, feito jaboticaba.Apressou-se para chegar pelo menos com trinta minutos de antecedência.
   Nicolle deu uma rápida olhada na recepção e nos corredores de acesso ao local, que por sinal era muito limpo e organizado.Seria recebida pela empresária dona da Drummond Factoring Corporations - Sra Dianna Drumonnd.
   Cerca de quinze minutos depois, foi recebida pela empresária, uma mulher alta, negra, de olhos negros, cabelos longos, muito elegante e de uma boca maravilhosa.Sentiu um arrepiou na espinha, só de pensar em estar beijando aquela boca.Rapidamente, voltou a realidade.Queria e precisava muito daquele trabalho.Mesmo porque tinha sua pequena Lívia, uma ruivinha baixinha, com um corpinho muito sensual, parecia ter sido esculpida a dedo, com tudo muito proporcional.
   Dianna achou a candidata muito interessante e muito cheirosa, o perfume era inebriante, delicioso.Notou que a candidata tinha belas curvas, era vaidosa, mãos e pés delicados.Não tinha muita experiência, mas gostou de ouví-la dizer que era muito responsável, pontual e tinha disposição para aprender.
   A entrevista foi rápida e resolveu dar oportunidade de estágio para aquela jovem:
       - Nicolle gostei de seus conhecimentos da área e é natural que a prática venha com o tempo, passe no Recursos Humanos, fale com a Vanessa, que ela vai te orientar sobre a documentação.
       -Obrigada Sra Dianna, pela oportunidade.

  Nicolle saiu da sala feliz da vida, queria sair gritando e pulando de felicidades, mas conteve-se, deixou para fazer a festa mais tarde, junto com seu amor.E de fato, a noite não só prometia, foi maravilhosa, aliás, fazer amor com Lívia, era sempre muito bom, tinham uma química maravilhosa, pareciam que havia uma ebulição quando se encontravam, nunca tinham sexo tranqüilo, sempre muito excitante e gostoso.
Capítulo II - Trabalho - Levando a sério.


    Nicolle estava adorando o trabalho, o clima organizacional era ótimo,as pessoas eram muito educadas.
    Aprendia a cada dia, algo novo e fazia tudo conforme era solicitado.Com um mês de trabalho alugou uma kitinete e os poucos mobiliava seu cantinho dando forma e colocando de seu jeito, ficando muito aconchegante.Até sobrou uma grana para comprar outro frasco de seu perfume preferido Dolce Gabana.
    Raramente se encontrava com Dianna, mas soube pelos colegas que ela era uma executiva muito perspicaz e batalhadora.Tinha 26 anos, administrava os negócios da família com o aval dos pais, era solteira e muito reservada em sua vida pessoal.Ninguém sabia nada sobre sua vida amorosa, apenas que recebia rosas vermelhas e bombons com freqüência, porém sua fiel secretária Amanda era muito discreta e pouco comentava sobre o assunto.
    Um belo dia recebeu uma solicitação para que fosse até a sala da presidência, pois a Sra Dianna Drumonnd queria falar com ela.Já na sala:
       -Olá Sra Dianna, queria falar comigo?
       -Sim,quero falar com você, mas a propósito, me chame apenas pelo nome, deixemos a formalidades de lado, afinal caso você aceite, passará a partir de amanhã, a me auxiliar diretamente, o que acha da idéia?
       -Eu?
       -E você mesma, topas esse desafio?
       -Nossa, nem sei o que dizer...
       -Simples a resposta sim ou não...
       -Aceito!
       -Então,ficamos acertadas. A partir de amanhã, você virá trabalhar aqui comigo.
    Nicolle estava atordoada com a idéia e muito surpresa com a proposta, mas como não era de correr da raia, iria agarrar essa oportunidade com empenho.
   No dia seguinte, chegou logo cedo e foi recebendo as informações do que deveria fazer e não perdeu tempo, iniciou as ligações e acompanhou o desenvolvimento da bolsa financeira.
    De repente, adentra na sala Dianna, nossa estava estonteante, usava um delicado conjunto de calça e blazer de tom suave, mas ao tirar o blazer, usava uma blusa transparente que deixava a mostra uma langerie que destacava o contorno dos seios, ficou difícil não olhar para aquela maravilha.Os olhares se cruzaram, mas Nicolle rapidamente baixou os olhos.
   Tudo caminhava perfeitamente, havia seis meses que estava desempenhando sua nova função.Agora, tinha sua casa montada e Lívia vinha passar os finais de semana com ela, se organizava financeiramente, possibilitando fazer um curso de inglês e espanhol.Até que um dia chegou uma encomenda.


Capítulo III - A Encomenda.


    O entregador chegou já quase no final do expediente, com um buquê de rosas vermelhas e um caixa dourada certamente com bombons para a empresária.
    Dianna recebeu a encomenda satisfeita, contida talvez por sua presença.Por isso Nicolle pediu licença, dizendo que iria a outro departamento buscar alguns documentos.
    Nicolle saiu da sala pensativa, ficou imaginando quem seria a pessoa que enviou as rosas e os bombons, decerto era um namorado casado ou seria um fã...
    Uma pontinha de inveja e de ciúmes tomou conta dela naquele instante, queria estar no lugar de quem enviou aquela encomenda, somente para ver aquele brilho nos olhos e o sorriso faceiro daquela mulher da boca linda.
    Sentia que a cada dia se encantava cada vez mais Dianna, linda,recatada e muito inteligente.Ela era de parar o trânsito.Sonhava muito com ela, acordava suada e molhadinha.Tinha calafrios e comichões nas pernas.
    Era sonhar com ela e acordar ensopadinha...Mas, tinha consciência que tudo não passava de um sonho só seu, pois Dianna era puro profissionalismo, sempre muito séria, nunca demonstrou nada, bem que queria...
     Nicolle continuava mesmo era com sua pequena ruivinha Lívia, com quem tinha intensas e tórridas noite de amor, mas que nutria um desejo por beijar aquela boca, a isso sentia e uma imensa curiosidade por saber como seria o toque e o roçar daquela mulher com a boca linda em seu corpo, nossa, até tremia de pensar, a reação foi rápida e em cadeia, estava molhadinha de novo.
    Teve que ir direto para o banheiro precisava recobrar o juízo e molhar o corpo com água fria.Ao retornar ficou muito surpresa, mas muito surpresa mesmo com a cena que viu...


Capítulo IV – A Cena.

    Ao entrar silenciosamente na sala, viu uma cena que a surpreendeu muito, Dianna encostava alguém na parede, alguém que não conseguia identificar, mas que dava para ver que era outra mulher, trocavam um beijo ardente e as mãos de ambas passeavam por toda parte. Viu que Dianna era ágil com as mãos, pena que não era em seu corpo.Sentiu um calafrio e arrepiou-se toda.
    Nessa hora é que foi notada pela parceira de Dianna, outra surpresa, nunca imaginou e houve qualquer suspeita que fosse aquela mulher, aliás, nem de longe sonhava que Dianna fosse homossexual também.Mas, Amanda sua secretária, essa não, nunca percebeu nada, nem uma fala entre elas, que pudesse identificar que rolava algo mais entre as duas, eram muito discretas, discretíssimas por sinal.
    Saiu correndo da sala, indo novamente para o banheiro, sem saber o que fazer e o que pensar, ficou cerca de trinta minutos ali pensativa e decidiu voltar, caso fosse questionado qualquer coisa, diria que ficassem tranqüilas, que não diria nada a ninguém.
    Logo que passou pela recepção foi interpelada por Amanda que solicitou que ela fosse até outro departamento imediatamente, sobre o ocorrido nada disseram, mas o que queria mesmo era olhar nos olhos de Dianna.
    No outro departamento ficou até o fim do expediente e quando voltou na sala não havia ninguém, Dianna e Amanda deveriam ter ido aproveitar a noite.Ficou por horas pensando no que vira e como seria encarar Dianna, depois daquela cena.


Capítulo V – O Outro Dia.


    No outro dia ao chegar na empresa, já foi imediatamente chamada ao RH - Recursos Humanos, onde recebeu a notícia que estava sendo demitida, pois pesava sobre ela a acusação de estar repassando informações sigilosas para a concorrência, haviam sido identificado um e-mail enviado de sua máquina e encontrado cópias de documentos importantes em uma pasta dentro do seu armário pessoal.
    Tentou argumentar em vão, não havia como provar sua inocência, sendo uma acusação injusta, porém não havia meios de se defender, as evidências pairavam sobre ela.
    Foi até a sala de Dianna precisava esclarecer tudo e conversar com ela, mas Amanda disse que ela teve que fazer uma viagem de emergência e só voltaria dentro de quinze dias.
     Saiu calada, cabisbaixa e muito triste dali, pois poderia até mover uma ação judicial por danos morais contra a empresa, mas isso não seria bom para ela profissionalmente, assim preferiu sair sem maiores problemas.
    Na verdade, os problemas difíceis vieram depois, sem trabalho, não conseguiu uma nova colocação rapidamente e teve que lançar mão da pouca reserva financeira que tinha feito, sem condições de se manter e honrar os compromissos com aluguel e demais despesas, teve que retornar para casa dos pais, que a aceitaram a contragosto, mas exigiram que ela “mudasse seu jeito de ser e abandonasse as coisas que consideravam mundanas”.Não permitiam que recebesse visitas e telefonemas de amigas.
    Teve que desfazer dos móveis, enfim de tudo, até sua namorada a pequena ruiva Lívia, que acostumada a passar os finais de semana com ela, passou a ficar diferente, afinal nem grana para irem para um motel tinham (Lívia era universitária e dependia dos pais), até que o relacionamento acabou também.
   Sobrou daqueles dias bons, apenas o frasco do perfume importado Dolce Gabana que quase não usava.
    Nicolle estava deprimida,se sentia injustiçada e revoltada com tudo que aconteceu e culpava Dianna.Jurou para si mesma, que nunca mais passaria por isso de novo.


Capitulo VI - O Recomeço

   
   Oito anos se passaram, nesse período aconteceu muita coisa.Nicolle penou horrores na casa dos pais, que exigiam coisas absurdas tipo que ficasse com um rapaz amigo da família, que arrumasse um namorado e casasse, que casasse e arrumasse filhos.
    A única coisa que nunca se intrometeram foi com os seus estudos, por isso concentrou por inteira neles, abdicando de todo o resto.
    Teve alguns namoricos, que não passaram de beijos e de camas.Nada sério...
     Arrumou alguns estágios que ganhava pouco e assim foi até se formar, ficando nessa condição por três anos.
     Assim que se formou optou por sair de casa dessa vez em definitivo, passou a morar em uma pequena suíte em uma casa para moças, tinha por móveis uma cama de solteiro, uma pequena mesa com uma cadeira e um fogão portátil de duas bocas, por diversas só fazia uma refeição diária, era o que o dinheiro dava, optava por almoçar ou jantar, tinha dia que passava a pão e leite, dias mais afortunados comia pão com apresuntado e bebia leite com achocolatado.
    Um dia, depois de muito andar a procura de trabalho, sua sorte mudou, isso ocorreu há seis anos atrás, por um acaso estava em um balcão de emprego, arrumou um trabalho em uma empresa de factoring e de exportação, começou do que eles chamavam de “chão da fábrica”, mas foi se dedicando e aprendendo até que a oportunidade chegou.
    Atualmente era a Consultora Sênior da Victor’s Factoring Corporations, ganhava muito bem, tinha seu próprio apartamento e seu carro.Fazia cursos de japonês e francês, dominava com habilidade o inglês e o espanhol.Aquela vida de dificuldades havia ficado para trás e com ela toda sua simplicidade e leveza.Agora era uma mulher prática e objetiva, sua vida era totalmente dedicada ao trabalho, não se permitia desviar, por isso optou por pouquíssimos relacionamentos, sempre rápido e sem afeto, era muito discreta.
    Encontrava suas ficantes na internet, lá inventava pseudônimos e os encontros eram em locais abertos, saiam quase sempre para bares e shoppings.
    O encontro se encerrava em algum motel.Duas ou três semanas depois dava por encerrado o namorico, nada sério, isso ocorreu por cinco vezes durante esses oito anos, teve alguns flash back com Lívia, mas quando ela se formou mudou para outro estado e lá estava casada.Ficou entre elas uma bonita amizade.
    Quanto a Dianna nunca mais ouvira falar nela, mas nutria um rancor muito grande por ela, a culpava por ser a causadora de todo o estrago e ruína que sua vida transformara naquele pesadelo sem fim até de pensar coisas ruins, não definitivamente.Nicolle odiava aquela mulher.
  Tinha conhecimento que a Empresa Drumonnd Factoring Corporations, estava no mercado e era uma forte concorrente.Mas, não sabia nada sobre Dianna.

Capitulo VII – O Reencontro

    Nicolle acordou naquele dia, feliz da vida, pois a empresa receberia um prêmio muito especial, como uma das melhores empresas do ano.
    Ficou pensativa nas voltas que o mundo dá, oito anos atrás saiu daquela empresa acuada, sentindo injustiçada e agora, era valorizada e bem quista.
    Desde quando chegou nessa nova empresa, foi tratada com muito carinho e respeito pelo empresário, Sr. Victor, que lhe ensinou muito, tinha muita gratidão por ele.
    Certamente aquele prêmio traria ainda mais reconhecimento o trabalho da equipe e de seu trabalho também.Afinal, dava um duro danado e fazia por merecer cada real que recebia.
    O evento da entrega seria em uma conhecida casa de shows e eventos, lá se reuniriam vários empresários e colaboradores das empresas premiadas, haveria um coquetel.Vestiu-se com muito cuidado, optou por um conjunto de taileur cor escura, com uma blusa clara, bem formal. Ao sair não esqueceu de passar o perfume predileto Dolce Gabana.
    Lugar lotado com várias pessoas bonitas e bem vestidas, homens de terno e gravata e mulheres bem produzidas.Todos muito elegantes.Juntou-se aos colegas de trabalho, formavam um grupo de dez pessoas em uma mesa, destinada a eles, da Victor’s Factoring Corporations.
    Na mesa ao lado, destinada por engano dos organizadores ou por ordem do destino, sentava a diretoria da empresa Drumonnd Factoring Corporations e seus colaboradores.Dianna vestia um taileur muito bem trabalhado, com bordados em pedrarias e uma blusa que realçava seu busto.Viu uma mulher linda passando e sentando atrás dela, mas se deteve no perfume que exalou, já havia sentindo aquele perfume antes, não conseguia se lembrar, era uma fragrância estonteante, virou com cuidado para ver quem era a dona daquele perfume maravilhoso e ficou deveras surpresa, então era verdade o que Amanda lhe dissera oito anos atrás, aquela estagiária estava mesmo vendendo informações para concorrência.Viu como ela abraçou Victor ao cumprimentá-lo, decerto até tinham um caso na época.
   Dianna ficou lembrando de Nicolle quando passou pela entrevista.Desde o primeiro dia que ela a entrevistou ficou deslumbrada com sua beleza e perfume.Aos poucos percebeu que ela apesar da pouca experiência era muito “responsável, pontual e interessada em aprender” como dissera, por isso foi uma surpresa saber por Amanda que Nicolle havia traído a sua confiança, inclusive acreditou tanto no seu potencial que a promoveu, para depois ela vender as informações sigilosas para a concorrência, até agora não tinha visto ou ouvido nada a respeito dela, mas vendo Nicolle e Victor juntos, havia a confirmação.
    Ela de fato havia traído sua confiança e pensar que aquela morena de olhos cor de jaboticaba, lhe tirou o sono por tantas vezes, como ficava incomodada com sua presença.Aquele perfume inebriante a deixava louca de tesão, tinha vontade de beija-la todinha.
    Por muitas vezes, sonhou que beijava aquela mulher em cada parte do seu corpo, sentia que Nicolle a observava, trocavam olhares, mas naquela época vivia sobre o julgo da família tendo a responsabilidade da empresa toda em suas costas.
    Os pais eram conservadores e tradicionalistas, não podia vacilar,já era um risco ter Amanda por perto, fingiam o tempo todo, lembrou que a única vez que não resistiu e se agarraram em um desejo incontrolável, foi naquele dia que recebeu um buquê de rosas e uma caixinha com bombons contendo uma calcinha fio dental comestível com os dizeres “me devora toda, sou sua” , ai não resistiu chamou Amanda na sala e a agarrou ali mesmo, mas só fizeram amor mais tarde no motel, o que foi uma delícia , pois Amanda vestiu a calcinha para ela e era uma amante incrível.
    Foi nesse dia que viu Nicolle pela última vez, pois ainda no motel com Amanda recebeu a ligação dos pais avisando que uma tragédia ocorreu com o irmão Jonathan, ele teve um grave acidente automobilístico provocado por um motorista bêbado em outro estado, perdendo esposa e dois filhos, só salvando ele e por milagre o bebê que nada sofrera, a pequena Laura, hoje com oito anos.Correu para junto do irmão e não o abandonou.
    Após o acontecimento, o irmão veio ajudá-la com a empresa e os pais cuidaram da neta.Desse modo, pode se assumir perante a família com o apoio do irmão (sempre foram muito ligados) e ter uma vida, sem tanto rigores, pois sempre viveu para o trabalho, agora sim, tinha uma vida mais plena, pena que estava sozinha, pois Amanda depois de tantos anos a traiu e casou-se com outra, sendo a separação muito traumática, mas agora, estava bem, muito bem , e mantinham um relacionamento amigável.
    Como se acordasse do devaneio, disse para si mesma, vou ficar cara a cara com essa vadia traidora.Referia-se a Nicolle.
    Nicolle estava achando o evento um “porre”, pois o que queria mesmo é estar em casa, quem sabe encontraria alguém interessante para “teclar”, estava sem beijar na boca a algum tempo, o corpo pedia carinhos e toques.Decidiu dar uma volta, circular pelo coquetel, pois a entrega do prêmio iria demorar.Pediu licença para o grupo, mas para sair teria que afastar a cadeira, pediu a mulher sentada na mesa ao lado para afastar um pouco, quando tocou educadamente em suas costas, quase caiu de susto, a mulher se levantou e a cumprimento educadamente:
         -Olá Nicolle.
         -Olá Dianna.
    Rapidamente Nicolle se afastou, tremia toda, não imaginava que no meio daquele tanto de gente, iria rever Dianna, ela continuava linda, maravilhosa.Decerto havia casado, pois havia um homem ao seu lado, bem próximo dela e Amanda não estava ali.      
    Recordou de tudo, de como era bom trabalhar lado a lado com Dianna, de como ficava excitada com sua presença e das várias noites que sonhou com ela, do dia do buquê de rosas e do que sua vida se transformou depois daquele fatídico dia.
    Queria sumir daquele local, mas não podia, tinha que ficar até o final da entrega da premiação.
    Foi ao banheiro, retocou a maquiagem e quando estava saindo, novo susto, dessa vez era Dianna que entrava e vinha em sua direção.


Capitulo VIII– Frente a Frente

   Dianna vendo Nicolle sair da mesa, com os olhos seguiu atentamente seus passos e viu que ela entrou no banheiro.Resolveu que iria tirar de uma vez por todas aquela história a limpo.
    Ao entrar no banheiro simplesmente não tomou conhecimento das outras mulheres que ali se encontravam.
   Nicolle surpresa com a presença e atitude de Dianna, disfarçando foi logo disparando:
­­­­­­­­­­­­       -Você não sente remorsos por ter destruído minha vida?Que tipo de pessoa é você? Manipuladora!!!!
    Dianna sem nada entender, perguntou:
       -Do que você está falando? Até onde sei quem traiu minha confiança foi você.
    Nicolle ficou ainda mais revoltada com tamanho cinismo, mas mesmo assim não deixou de notar como Dianna estava incrivelmente linda naquela noite.
    As outras mulheres ali presentes começaram a se retirar e Dianna notando que estavam a sós, num sobressalto empurrou Nicolle contra a parede e beijo-a ardentemente enquanto suas mãos passeavam experientemente por aquele corpo sedutor.
    Nicolle tenta reagir, mas é impedida por Dianna que com uma das mãos segura Nicolle enquanto a outra penetra suas pernas e sente toda umidade daquela mulher que vibra intensamente inebriada de prazer.
    Dianna da mesma maneira impulsiva que começou, para e sai do banheiro sem olhar para trás, deixando Nicolle atônita e com as pernas bambas.


Capítulo IX – Tudo Muito Confuso.


   Nicolle saiu daquele banheiro sem saber ao certo o que fazer.Voltar para mesa ou ir embora? Ficou por alguns instantes confusa... Era seu trabalho.Não podia simplesmente ir embora mas, encarar Dianna depois daquele beijo, não, definitivamente não sabia como fazer.
   Meio que adormecida retornou para mesa e novamente se surpreendeu com o que viu.Vitor estava sentado e conversando seriamente com Dianna e com o seu acompanhante.Nicolle ficou assustada, estava temendo que ocorresse novamente.Não, Dianna não iria estragar sua vida novamente.Não mesmo.
    Nicolle tentava encarar Dianna que simplesmente nem olhava ou se quer demonstrava o mínimo que fosse ter notado sua presença.
    Nicolle estava por deveras confusa.E por outro lado sentia tremores e calafrios que não conseguia entender direito ou que não queria aceitar.Sonhou por tantas vezes beijando aquela boca e quando finalmente aconteceu, não sabia o que esperar.
    Nicolle de fato mal sabia o que estava por vir.


Capítulo X –Incertezas

    Nicolle saiu da festa arrasada, temia perder o emprego.Ao chegar em casa tomou uma ducha, mas não conseguia dormir.
    Os pensamentos vagavam na lembrança daquele delicioso beijo e no receio de ter sua carreira profissional ameaçada novamente.
    Nicolle lembrava do beijo e ficava mais e mais excitada.Não resistiu e teve que se consolar sozinha.Mesmo assim, não foi o bastante, permanecia o desejo incontrolável de ter Dianna em seus braços.Nervosa, decidiu ir para internet encontrar alguém para ficar, nem que fosse por instantes para tirar a sensação de vazio no peito.Mas, nada adiantou, não conseguiu nem sequer concentrar.
    Os dias passaram e Nicolle não tinha notícias de Dianna, o desejo era crescente.Foram intermináveis banhos de água fria.
    Tentou saber o que o houve naquela reunião entre Vitor, Dianna e o desconhecido no dia da festa, mas nada descobriu.
    Duas semanas se passaram e nada de informações.Porém, ao chegar na Empresa, havia uma convocação para uma reunião de toda Equipe com a Diretoria.
    Na hora marcada, estavam todos lá.Nicolle ficou muito surpresa com a pessoa que adentrava a sala acompanhada por Vitor.


Capítulo XI – Golpe do Destino


     Nicolle não entendia nada, mal conseguiu ouvir o que Vitor dizia a toda Equipe.Estava incrédula e sem reação.
     A pessoa que chegou com Vitor foi Jonathan, o acompanhante de Dianna daquela festa.
     Na verdade, descobriu que Jonatham era irmão de Dianna, é estava ali porque a Victor’s e a Drumonnd’s estavam se unindo para desenvolver um trabalho diferenciado com empresas do Centro Oeste no ramo de indústria de confecções para exportação.
    Ela e Dianna ficaram encarregadas de realizar todos os contatos e inclusive viagens para o Centro Oeste.
     Nicolle tentou recusar tal função, mas Vitor foi taxativo, não aceitando o não como resposta. Estava decidido, teria mesmo que trabalhar com Dianna, só que dessa vez de igual para igual.
     Nicolle estava atordoada, o dia foi tenso, estava assustada e ao mesmo tempo agitada com a novidade por ter Dianna por perto depois daquele encontro e daquele beijo ardente.
     Estava ansiosa por revê-la, de repente, Nicolle adentrou o escritório de Dianna que ficou surpresa em vê-la.
     Nicolle se aproximou de Dianna e a agarrou rapidamente, lascando um beijo furtivo em sua boca.
     Dianna relutante tentou afastar, mas Nicolle a segurou com força.
     Aos poucos Dianna foi cedendo e Nicolle começou a tocar em todo seu corpo.Tocou em seus seios, subindo a blusa e mordicando e sugando cada um lentamente, estavam bem intumescidos.Passou a mão delicadamente por todo seu corpo, pousando no seu sexo, que estava todo molhado.Não resistiu e a tocou intimamente, sentindo que havia recíproca.
     Dianna mesmo resistente aos toques de Nicolle, não conseguia esconder a excitação e o desejo, assim começou a corresponder às carícias.Movimentava suas mãos pelo corpo de Nicolle, tentando descobrir todos os seus segredos...
     De repente, a porta se abre e Vitor entra porta adentro, dizendo:
        -Que pouca vergonha é essa?
     Nicolle acordou assustada, era um sonho ou pesadelo...
     Nada daquilo havia acontecido, havia adormecido no sofá e sonhara com Dianna.
     Estremeceu de pensar que aquilo tudo fora só um sonho, mas se fosse verdade...Estaria em sérios apuros com Vitor e por outro lado...
     Que pena Vitor ter entrado justamente naquela hora...

è Viagem a Goiás.

Dianna acordou com um gosto amargo de desejo não realizado, depois daquele sonho que ao final virou pesadelo, a mesma passou a noite revirando na cama e os pensamentos viam e voltavam...  Passado e presente se misturavam, o que fazer com tantos pensamentos confusos e ao mesmo tempo internamente a sensação de que algo adormecido vinha à tona. O que poderia ser aquilo tudo... Ficou pensativa que ao ver Nicolle seu coração disparava a mesma sensação do passado e agora essa sensação voltava com tanta intensidade que ela não sabia o que poderia ser, mas que aquela mulher mexia com todos seus sentidos, isso mexia... Se mexia...  Ainda com o pensamento em Dianna, olhou no relógio e saiu rapidamente, iria viajar com aquela linda mulher que não saia de seus pensamentos...
Nicolle havia organizado sua mala e documentos no dia anterior e como era extremamente metódica, partiu logo cedo para o aeroporto, sentada aguardava a chegada de Dianna e o voo para Goiânia – GO. Viu de longe a chegada de Dianna e ficou boquiaberta com a elegância da mulher... Seus olhos rapidamente mediram cada polegada daquele corpo que não andava e sim desfilava... que mulher maravilhosa era aquela, pensava Nicolle, ahhh se pudesse... Ahhh se pudesse... Sorriu...
Sentada em um local próximo,Amanda ficou curiosa com a cena que viu... Inacreditável aquilo, será que elas estavam juntas, iria sondar aquilo... Queria saber se elas estavam juntas... Dirigiu-se ao encontro das duas.
A reação foi à mesma para as duas, não era possível, era possível sim, Amanda vinha na direção delas... Nicolle estava atônita e Dianna ficou desconcertada, pensando em como sair daquela situação constrangedora...
Amanda chegou sorridente e foi logo falando com Dianna, em seguida se dirigiu a Nicolle. Conversa breve e trivial, ao final Amanda disse a Dianna que precisavam conversar o que foi respondido com sorriso amarelo e nada mais, Nicolle notou, mas fingiu não perceber e logo se dirigiram ao embarque...Amanda ao ver elas saindo, apressou em fazer uma ligação para uma amiga antiga, que passou todas as informações sobre o reencontro de Dianna e Nicolle. Amanda ainda nutria uma esperança em relação à Dianna e decidiu que iria tentar reconquista-la. Pediu a amiga para descobrir em que cidade e hotel que elas ficariam em Goiás. Logo depois, Amanda recebeu uma mensagem no celular com a informação solicitada.
Durante o vôo, Dianna manteve-se ocupada com a leitura de livro e Nicolle com uma revista de negócios, pouco conversaram... Chegando a Goiânia, foram para o hotel, onde hospedaram cada uma em sua acomodação, passaram o dia todo ocupadas em reuniões e contatos, à noite foram jantar com alguns clientes, e retornaram exaustas para o hotel. No outro dia, estava previsto o retorno para São Paulo, mas que teve que ser adiado, pois havia um cliente no interior que havia solicitado a presença das duas para uma reunião, assim seguiram em direção ao interior, a pedido do tal cliente. Na cidade, descobriram que o cliente, a esposa e dois filhos moravam distante da cidade cerca de 10 km, em um haras e para onde foram encaminhadas, a pedido do cliente.  Tratava se de um local maravilhoso, uma fazenda muito bonita, cheia de gado de corte e gado leiteiro, além dos cavalos.
A reunião transcorreu dentro do esperado e em seguida um almoço típico de Goiás foi servido, arroz com galinha, milho e pequi, além de angu e uma salada colhida na horta, que era bem cuidada, sem produtos agrotóxicos. Ficaram maravilhadas com tudo que viram e com o convite para um passeio a cavalo, Dianna e Nicolle mais a vontade passaram a falar de si e contar sobre família e amigos. Ambas ficavam admiradas com a história de vida de cada uma. O dia foi agradável e retornaram no fim da tarde para Goiânia para o hotel.

-- Noite tão esperada e desdobramentos.
Marcaram de se encontrar no jantar, ambas compareceram bem a vontade do comumente usado, nada de roupas formais, ambas vestindo calça jeans e blusas, bem à vontade, resolveram pedir uma garrafa de vinho. Falaram de tudo um pouco desde as reuniões que tiveram, sobre o trabalho que faziam embaladas pelo vinho e pela conversa animada, resolveram subir e continuar a conversa na acomodação de Dianna, animadas pediram mais bebidas e inevitavelmente o tão esperado beijo aconteceu e com ele vieram outros e outros, e as caricias que foram se tornando mais e mais ardentes, o desejo tomou conta das duas e se entregaram ao desejo, tendo uma entrega cheia de fogo e paixão. Amaram-se uma, duas, três e mais vezes, até dormirem exausta uma nos braços da outra... Nicolle acordou com o som do telefone, apressou em atender, era uma ligação de São Paulo, reconheceu a voz do outro lado, era Amanda, que disse “amor, estou tentando falar com você, estou saudades, volta para mim” e ao ver que não era Dianna, proferiu vários palavrões. Nicolle não entendeu nada, mas acreditou que Dianna havia a enganado e saiu rapidamente do quarto. Dianna ao acordar não entendeu a ausência de Nicolle.
O reencontro das duas naquela manhã foi bem formal, Dianna ficou perdida com atitude da mulher que na noite anterior se entregou com tanto desejo e agora nem olhava em seu rosto. Viajaram se trocar uma palavra durante a vôo, ao descerem se despediram friamente e cada um seguiu seu caminho.
Os dias se passaram e uma tristeza tomou conta de Nicolle, não acreditava que novamente sofria por amor, não acreditava que mais uma vez chorava pela mesma mulher, que um dia havia a feito sofrer. Dianna se sentia bastante magoada com a postura de Nicolle, abrindo entre ambas um abismo enorme. Os dias foram passando e cada uma a seu modo sofria. Até que Dianna resistiu e foi até a casa de Dianna esclarecer o ocorrido, relutante Nicolle não se mostrou muito disposta a conversar, só o fazendo após a acusação de Dianna de que ela estava brincando com seus sentimentos. Nicolle irritada contou tudo, desde o ocorrido no passado até a ligação que recebeu em Goiás. Dianna ficou ouvindo tudo incrédula, não sabia de nada daquilo e não imaginou que Amanda havia cruzado seu caminho novamente. Contou tudo que aconteceu com ela naquela época e sobre o relacionamento que teve com Amanda, esclarecendo que tudo poderia ser confirmado por Vitor que havia acompanhado tudo de perto. Ambas se abraçaram e choraram, um beijo ardente e longo foi dado, outros tantos vieram depois. A entrega naquele dia ocorreu sem pressa, vibra o amor entre as duas, ardente, quente e cheio de paixão e desejo.
Três meses se passaram e lá estavam Nicolle e Dianna em uma linda fazenda em Goiás, mas dessa vez não era temporário, havia se mudado para Goiás para cuidarem da filial que era fruto da fusão das duas empresas e poderem viver o amor que nutriam uma pela outra.